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AbbrA A Arte de Viver Valmor Vieira |
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Esta é a entrada do Santo Sepulcro, onde Jesus foi sepultado. Um grego ortodoxo, bastante brabo, coordena aos gritos o acesso de duas a três pessoas por vez, ao interior da tumba.
Esta é a igreja onde Cristo chorou pela última vez por Jerusalém.
No Muro das Lamentações os judeus vão orar e por vezes chorar, fazer seus pedidos, que escritos, são colocados nas frestas das pedras. É impressionante a importância do local para os judeus. Você só pode acessar o muro se colocar uma cobertura sobre o topo da cabeça.
Esta é a maquete na Antiga Jerusalém em escala 1:50. Pela beleza de suas casas e palácios pode-se entender perfeitamente porque era tão cobiçada.
Veja um pouco da história: A
mais sagrada das cidades sagradas devia ser Jerusalém, uma vez que dentro
dos muros da sua cidade antiga, construída há quatro séculos por Solimão,
o Magnífico, existem três santuários das três religiões monoteístas:
o Muro das Lamentações, a Igreja do Santo Sepulcro e a Cúpula da Rocha. O
judaísmo, o cristianismo e o islão encontram—se e misturam—se nesta
antiga cidade, testemunho da sua herança comum. Mas são uma família
dividida. A
Cúpula
da Rocha
A
mais bela construção de Jerusalém é a Mesquita, no coração da cidade
antiga. Assim, a Cúpula da Rocha foi buscar o seu nome à grande rocha
— ainda atualmente exposta dentro da Mesquita —que constitui na
verdade a razão pela qual Jerusalém se proclama Cidade Santa. A
rocha antiga é Monte Moriah, onde Abraão preparou o sacrifício do seu
filho Isaac a Jeová e onde, 1000 anos antes de Cristo, o rei Salomão
construiu o primeiro templo. Este foi destruído em 588 a.C. e o único
que Jesus conheceu foi o de Herodes, o
Grande, muito maior que o de Salomão. Construído na plataforma onde
se ergue agora a Cúpula da Rocha, o Templo de Herodes foi o cenário da
Purificação de Maria, quando o velho Simeão tomou o Menino Jesus nos
braços e proferiu o Nunc dimittis. Os
Romanos destruíram o Templo de Herodes em 70 d. C., mas os muçulmanos,
quando conquistaram Jerusalém, no século VII, provaram ser mais
tolerantes. Maomé assumia—se como sucessor dos profetas do Antigo
Testamento e de Jesus que os muçulmanos veneravam como sendo o profeta
Isa. Aceitam o nascimento da Virgem e Maria é exaltada tanto no Corão
como na prática islâmica. Logo à saída de Jerusalém, na Igreja do Túmulo
de Maria, um sinal na parede mostra aos peregrinos o caminho para Meca. A
grande rocha foi o palco da ascensão do profeta Maomé ao Paraíso na sua
celebrada «Jornada Noturna» de que fala o Corão. Era de início mais
venerada pelos muçulmanos do que Medina ou Meca. A Cúpula da Rocha foi
construída em 691 d. C. pelo califa de Damasco, que mandou cobrir a parte
exterior com mosaicos de ouro, substituídos mais tarde, por ordem do
turco Otman, por 45 000 azulejos. A Cúpula é atualmente de alumínio
revestido de ouro e ornamentada com versos do Corão. Durante
os anos 80 verificaram—se varias tentativas de fazer explodir a mesquita
protegida pelas autoridades israelitas. O
Muro das Lamentações
Desapossados
do Templo da Rocha pelos muçulmanos, os Judeus necessitavam de outro
centro de devoção e encontraram-no no muro maciço que circunda a zona
ocidental da cidade antiga. Embora os enormes blocos de pedra sejam
tradicionalmente considerados como pertencendo ao primeiro Templo de Salomão,
eles são na realidade de uma parede de suporte de um templo construído
por Herodes. O
seu nome popular deve-se ao fato de os Judeus virem aqui habitualmente
lamentar—se pela destruição do seu Templo e pelo Exílio. Escrevem as
orações ou os nomes daqueles por quem rezam em pedacinhos de papel que
depois metem nas fendas do muro, entre os blocos de pedra. Pensa-se que
250 000 judeus visitam este Muro nas peregrinações anuais da Páscoa, da
Succoth e da Shavuot. As
fotografias dos guias turísticos desvirtuam freqüentemente o sentido do
que se passa aqui, pois mostram apenas judeus com um ar pitoresco, sempre
só homens, vestidos com as suas vestimentas sombrias. O Muro das Lamentações
é, no entanto e antes de tudo, a pedra angular das peregrinações de uma
grande comunidade religiosa, e os Judeus — homens, mulheres e crianças
— vêm de todo o mundo para rezarem aqui. As únicas restrições que
aqui se fazem são: os
homens não podem rezar de cabeça descoberta e as mulheres são
segregadas de acordo com o costume judeu ortodoxo. Depois de feitas as orações,
eles juntam—se à família formando grupos na grande praça em frente do
Muro onde encontram também amigos e conhecidos — trata—se de um
momento agradável e simultaneamente solene. A
Igreja do Santo Sepulcro Durante
mais de 1600 anos, a Igreja do Santo Sepulcro foi o mais venerado dos
locais sagrados. Fora dos limites da cidade antiga, a igreja marca o local
onde José de Arimatéia enterrou Jesus num túmulo que ele próprio fez
«num jardim». Ficava perto do Gólgota, ou Calvário, onde Jesus foi
crucificado. Quando o imperador romano Adriano arrasou Jerusalém no século II d. C. mandou construir, nesse preciso lugar, um templo dedicado a Vênus. Este marcava perfeitamente o local, de tal maneira que, quando Santa Helena, mãe do primeiro imperador cristão, Constantino, veio à Terra Santa em 326 d. C., soube exatamente onde procurar o lugar onde Cristo fora enterrado. Extraído
do livro "Lugares Misteriosos Vol. I" da Edições DelPrado
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