O vendedor de livros
Num sábado pela manhã bateu a minha porta um vendedor de
livros.
Eu estava de mau humor e fui logo dizendo:
O rapaz saiu constrangido e de cabeça baixa.
A Vera, que presenciou a cena, disse-me com firmeza:
Continuou ela:
Eu me senti envergonhado. Sabia que ela estava certa.
Quantas vezes por dia encontramos pessoas conhecidas e
desconhecidas que estão sedentas apenas por um sorriso ou uma
palavra de incentivo para ter coragem para continuar a sua
luta. Com a nossa indiferença, e muitas vezes agressividade,
damos um golpe fatal, influenciando-as negativamente para o
resto de suas vidas.
Valmor Vieira |