Táquions são partículas que, mesmo dentro da Teoria da Relatividade,
viajam mais rápido do que a luz.
A
descrição-padrão das duas famílias de partículas permitida pelas
equações de Einstein segue a exigência que a energia total de uma
partícula é dada por:
Teríamos as 4 possibilidades :
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Solução |
Massa |
Velocidade |
Partícula
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1 |
real |
Menor que a luz |
Mundo físico como conhecemos
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2 |
real |
Maior que a luz |
Parte imaginária do espaço/tempo
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3 |
imaginária |
Menor que a luz |
Antimatéria
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4 |
imaginária |
Maior que a luz |
Táquions
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A
discussão acima pretende ser como um exercício de especulação, ou ficção
científica, se preferirem, e talvez seja surpresa saber que Jack
Sarfatti, do Centro Internacional de Física Teórica em Trieste, Itália,
sugeriu algo bem semelhante como explicação da maneira pela qual um
“observador” pode interagir com uma “experiência” (isto é, qualquer
coisa em tomo do observador) para alterar a probabilidade quântica dos
eventos — escolhendo entre os múltiplos universos paralelos, se
quiserem. Se uma coleção de átomos no cabo de uma colher, por exemplo,
“escolhe?’ determinado estado quântico, a colher entortará.
Em um
retrato do universo múltiplo suponho que haja um universo correspondendo
a qualquer efeito possível no nível quântico, e neste caso, somos
felizes (ou infelizes?) pelo entortar de uma colher acontecer
ocasionalmente, aqui, e não sempre. Muitos conceitos da Mecânica
Quântica pareçam estranhos à
nossa mente, acostumadas ao macro-mundo, sendo permissível
considerar-se um positron movendo-se à frente no tempo como equivalente
a um elétron movendo-se para trás no tempo (é um território estranho
onde a teoria das explosões do Buraco Negro cria raízes).
É
também uma característica fundamental da Teoria Quântica que qualquer
“observador” é intrinsecamente parte de qualquer “experiência”, já que o
simples ato de observar altera a situação observada — é o tema do
trabalho de Sarfatti. Apliquemos estas idéias a uma “experiência” na
qual a mágica de entortar a colher está sendo observada por um grande
público no teatro ou na TV.
A
massa geral dos observadores envolvida nessa experiência produzirá ondas
sem nitidez de táquions, trazendo expectativas normais sobre o
comportamento de objetos como uma colher.
Uma
focalização ajustada de táquions em linha com a expectativa que a
colher entortará poderá, segundo Sarfatti, talvez empurrar os efeitos
quânticos para produzir esta situação — mas quando Geller entorta a
colher é uma surpresa para a audiência.
Como
eles puderam dirigir seu conhecimento taquiônico para influenciar a
Estatística Quântica antes do
evento?
A
resposta é simples, se os táquions podem viajar para trás no tempo. A
produção espetacular das colheres tortas produz as ondas de admiração na
audiência, liberando um fluxo de táquions que viajam para trás no tempo
e fazem as colheres se entortarem um pouco antes de produzido para criar
a surpresa.
Se um
processo desses puder ser acionado de modo deliberado, poderá explicar
os fenômenos telepáticos como uma comunicação taquiônica direta entre
as mentes, mas um fato físico como entortar colheres parece requerer o
esforço conjunto de muitas mentes — exceto, segundo o professor John
Taylor, da London University, no caso de crianças. De acordo com o
exposto acima, isto não surpreende.
As
crianças possuem uma imaginação mais viva do que a maioria dos adultos,
com emoções mais poderosas, presumivelmente liberando vibrações
taquiônicas mais fortes. Talvez esta ligação taquiônica forneça a chave
a mistérios como os poltergeists!
Talvez os táquions forneçam um meio de comunicação com o outro lado do
universo no balão de dois lados, ou, quem sabe, sejam meramente um
produto da Matemática.
O
assunto não é mais confuso do que o do neutrino, onde as estranhas
situações feitas em tentativas desesperadas para resolver o “enigma do
neutrino solar”. Talmadge Davis e John Ray, da Clemson University, na
Carolina do Sul, sugeriram que os neutrinos, segundo suas equações,
existem em um estado de momento zero e energia zero (o que os toma
difíceis de serem vistos) mas mesmo assim eles podem realmente estar
presentes, como “neutrinos fantasmas”, pois existe ainda uma função de
onda matemática descrevendo sua presença:
Os
neutrinos fantasmas aparecem de modo natural na relatividade .......
Talvez essas soluções de “neutrino fantasma” sejam um tipo de “relíquia”
da Teoria Quântica da gravidade. De alguma forma o vácuo, na gravidade
quântica, pode estar “pululando” de neutrinos e antineutrinos virtuais.
E
isto é ciência. Pelo menos, o assunto certamente torna a idéia do nosso
Universo como a camada externa de um balão tridimensional expandindo em
um hiper-espaço multidimensional quase familiar. A idéia do balão de
dois lados tem certamente o grande mérito de manter a simetria da
matéria e antimatéria em geral, mas na verdade não responde à pergunta
“para onde vamos?” Para resolver este enigma que perturba o homem desde
a conscientização de um futuro à frente — temos que olhar o outro lado
da moeda da simetria — simetria não somente das coisas materiais, mas do
tempo e do próprio espaço-tempo.