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A Arte de Viver abbra.eng.br Valmor Vieira |
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O caneco de chopp Um dia cheguei pela manhã na minha mesa no serviço e encontrei um pacote de presente com um bilhete “Da cerâmica de Campo Largo”. Desconfiei
que se tratava de gozação de um colega. Uma amiga me confirmou que se
tratava de uma brincadeira de dois colegas. Controlei
a minha curiosidade e resolvi não abrir. Dei apenas uma espiada. Era
um caneco de chopp com um baita pinto. Sai
da sala com o pacote e escondi numa outra sala. Um dos gozadores não resistiu e veio me perguntar: ·
Daí Valmor, gostou do presente? Respondi: ·
Aquele presente não é para mim. É para o nosso chefe
geral. Ontem nós passamos em Campo Largo e o pessoal da Cerâmica ficou
de enviar um material para ele. Eu já entreguei a encomenda para ele. O gozador ficou apavorado. Foi falar com o outro colega e os dois ficaram andando de um lado para o outro sem saber o que fazer. Tinham um medo incrível do chefe que era muito sério. Eu
fiz os dois sofrerem dois dias e depois devolvi o pacote. Dias
depois ele cortou o pinto do caneco e colocou na minha gaveta. Eu guardei
e coloquei um ferro dentro e queria colocar na sua maleta de viagem. Se ele passasse pelo raio x o pessoal iria ver aquele baita pinto na mala dele. Se ele passasse pelo detector de metais o mesmo iria buzinar e o pessoal iria abrir a sua maleta. Ele estaria frito de qualquer maneira. Eu não consegui colocar na sua maleta porque ele sempre deixava travado. Uma colega dele soube o que eu estava preparando e o informou. Foi uma pena.
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